A base vem forte no Franchising 4.0
O franchising cresce e testemunha quatro gerações sob o mesmo teto – dos Baby Boomers (nascidos em 1947-1964) à Geração X (nascidos em 1965-1980), aos Millennials (nascidos em 1981-1996) à Geração Z (1996-2010). Com isso, presenciamos o grande desafio de promover uma cultura transversal que converse com jovens com menos de 34 anos e adultos acima de 45 anos.
Você sabia que, se os jovens de 16 a 34 anos da classe média brasileira fossem um Estado, eles teriam a segunda maior renda do Brasil, ficando atrás apenas do Estado de São Paulo? Pois é, atualmente, eles fazem parte de uma geração de nativos digitais que anseiam pelas conexões, se preocupam com a sociedade como um todo e são consumidores criativos, que estão cada vez mais próximos das marcas. Esses indivíduos, hoje, são considerados os representantes do presente e do futuro do Brasil.
A Associação Brasileira de Franchising (ABF) ainda não divulgou nenhuma pesquisa mais detalhada sobre o tema, mas, o que sabemos é que uma vontade comum entre os jovens é a do crescimento acelerado e muitos entendem que o Franchising é o caminho para crescer com velocidade nos seus negócios. Na 300 Consultoria, empresa especializada em preparar negócios para o crescimento com franquia, quase 35% dos clientes possuem menos de 30 anos. O maior desafio é mostrar a estes jovens franqueadores que a velocidade no crescimento aumenta muito a complexidade e os investimentos para a construção de uma rede de franqueados realmente saudáveis.
Em pesquisa feita pelo Instituto Locomotiva, num projeto contratado pelo Kwai for Business, plataforma de negócios do Kwai, app de criação e compartilhamento de vídeos curtos, viu-se quem é esse público, definindo suas características, seus comportamentos e sua importância para os diferentes segmentos da economia brasileira.
A classe média, no geral, representa nada menos do que 70% da população, contabilizando mais de 116 milhões de brasileiros, sendo 41,4 milhões de jovens. Este público é um dos principais segmentos em termos demográficos e de consumo em território nacional e o objetivo do estudo é destrinchar os hábitos de consumo e entender melhor a relação dele com os apps e as redes sociais.
De acordo com a pesquisa, que entrevistou cerca de 1.500 brasileiros entre 16 e 34 anos, a classe média tem as redes sociais como segundo ativo mais importante da sua vida, perdendo apenas para os apps de banco entre os mais jovens, e plataformas de mensagens instantâneas para a geração de 35+.
Os dados mostram como a classe média se autodefine. Quem tem idade entre 16 e 34 anos dentro desse segmento destaca a dimensão racial (41%), a idade (47%) e o gênero (58%) como características importantes na definição da própria identidade. Entre a população com mais de 35 anos, esse ranking muda um pouco e fica composto da seguinte forma: papel na família (52%) em primeiro lugar, seguido por gênero (50%) e trabalho/profissão (48%).
Entre os assuntos considerados como importantes para essa geração, a música (60%) se classifica em primeiro lugar e 7 entre cada 10 jovens da classe média consideram de suma importância conhecer novos artistas. Carreira (57%) e bem-estar (56%) completam o top 3 da lista de interesses.
O estudo também ressalta que, enquanto a classe média de até 34 anos se identifica mais com marcas esportivas, aqueles do mesmo estrato com 35 anos ou mais preferem as que estão ligadas à tecnologia.
Todos os dias surgem novas empresas ligadas aos temas de interesse dos mais jovens, e não é à toa que o franchising 4.0 tem na tecnologia a sua base. Hoje, grandes players que praticam o crescimento de alto impacto, possuem fundadores jovens, inquietos e ávidos por buscar formas de solucionar os desafios do crescimento exponencial.
E você, conhece bem o seu público?