Alimentação, Saúde e Beleza Lideram Ranking de Novas Franquias
Inovação e superação são as palavras que todo empresário deseja relacionar ao próprio empreendimento frente ao atual cenário econômico. Se por um lado, observamos o Brasil despencar no ranking de países emergentes com varejo mais atraente, passando da 8ª para a 20ª posição, vimos o franchising brasileiro crescer 7,6% em faturamento no primeiro trimestre do ano e registrar aumento de 2,7% em unidades franqueadas, comparado ao mesmo período de 2015. Ao contrário do varejo convencional, as franquias têm contribuído para a valorização econômica do país e seguem provendo resultados surpreendentes para o PIB nacional. No setor, alguns segmentos ganharam destaque no primeiro trimestre e dão vigor ao modelo de mercado para os próximos 12 meses.
Segundo o levantamento da Associação Brasileira do Franchising (ABF), 60% dos novos contratos firmados durante o primeiro trimestre do ano foram para as áreas de alimentação, beleza e saúde. Dentre os 5230 novos contratos de franquias, associados à ABF, 1924 são empresas enquadradas nos setores de esporte, beleza e lazer; 1182 de alimentação e 681 de saúde. Essa projeção considera os próximos 12 meses, pois obedece ao ciclo de até um ano para início das operações. O aumento em números de contratos já firmados nesses setores revela as prioridades do consumidor brasileiro e encoraja potenciais franqueados a apostarem nesse tipo de negócio como a melhor opção no varejo.
A alimentação é um dos segmentos com maior consolidação nas franquias. Esse fenômeno ocorreu nos últimos anos e se repetiu novamente em 2016. A preocupação com saúde e lazer também é incorporada aos itens de necessidades básicas do consumidor brasileiro. A beleza é um dos pontos deste cenário. Prova disso é o levantamento que aponta que seis em cada dez brasileiros se consideram vaidosos com a aparência e 49,4% admite gastar com produtos e serviços de beleza para melhorar a autoestima. Cuidar-se não está ligado ao luxo, mas a uma necessidade. A pesquisa foi realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).
Os serviços de aluguel de veículos, hotelaria e turismo foram os menos procurados nesse primeiro trimestre, segundo a observação das tendências e dos contratos consolidados. É perceptível que essa projeção é rasa quando comparada aos nove meses restantes no ano. Porém, ela nos serve como base para identificarmos os segmentos em potencial e aqueles que perderam certa relevância nesse período.
A contratação das franquias segue de acordo com as necessidades e interesses de potenciais consumidores, o que nos revela dados importantes sobre comportamento, tendência e prioridades do consumidor. O franchising aplica indicadores de desempenho e acompanha esses resultados para aplicação de medidas para preservar as operações. Um fator positivo e um dos motivos para o crescimento e fortalecimento das franquia são as análises do cenário feitas pelas redes, que as obriga a buscarem alternativas antes que panoramas alarmantes possam comprometer a operação da marca.
O cenário desafiador no qual o mercado econômico brasileiro se encontra pede cautela e acompanhamento constante das oscilações do mercado e do consumidor. O empreendedor mais atento é aquele que consegue identificar possíveis crises, se planejar antecipadamente e impedi-las de chegar à sua rede ou unidade. Analisar os dados de contratos firmados de janeiro a março é fundamental para compreender a confiança dos investidores no mercado de franquias, quais são os segmentos mais procurados, certificar o potencial do mercado, atrair investidores e apostar na recuperação da estabilidade financeira do país. Fechar um bom negócio neste setor exige conhecimento especializado e a contratação de uma assessoria especializada.
FONTE: Coluna Franquias de A a Z, Jornal Estado de Minas de 17/07/2016