Cenário Econômico e Franquias

Coluna Franquias de A a Z de 12/10/2014, no Jornal Estado de Minas

Por Lucien Newton 2 min de leitura

Incertezas do cenário político, indicadores financeiros em queda e previsões econômicas pessimistas para os próximos meses são os ingredientes perfeitos para uma indigestão do mercado que pode levar até o investidor mais voraz a segurar seu apetite por novos investimentos. O momento é de apostar em uma receita segura, fácil, testada e aprovada até para aqueles empreendedores com estômago mais fraco. Uma grande alternativa nesse estilo são as franquias.

Os últimos meses apontam uma tendência de queda no consumo e evidenciam a variação negativa na economia brasileira de 0,6% no segundo trimestre de 2014 em relação aos três primeiros meses do ano. Esse dado reflete, em parte, a decepção pós-Copa dos setores varejista e de serviços e corrobora com as previsões negativas para os efeitos da inflação, ainda em alta (6,27% para o ano), e das elevações da taxa básica de juros (SELIC jul. 14), combinação de fatores que gera um desestímulo da demanda por bens e serviços.

Contudo, o setor de franquias está resistente a essa desaceleração, e apresentou crescimento de 5,4% nos seis primeiros meses de 2014 em relação ao mesmo período do ano passado (R$ 53,3 bilhões), segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF). A organização revela um incremento maior no número de pontos de venda (3,6), do que no índice de unidades fechadas (1,2%) e prevê um aumento de 8% a 10% no crescimento do franchising brasileiro, ou seja, muito superior as previsões mais otimistas de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para 2014.

Tal otimismo e estabilidade justificam-se por fatores que constituem a própria natureza do setor de franchising. Momentos econômicos instáveis são comumente marcados por abertura e fechamento súbito de empreendimentos. Porém, há aspectos particulares do franchising que são capazes de minimizar e anular esse risco, a começar pela curva de aprendizagem - o franqueado não investe tempo nem dinheiro em ações que comprovadamente não deram certo nas demais operações da rede. A utilização de uma marca já reconhecida pelo mercado com aporte de know-how e nível de controle elevado são outros pontos que atraem os investidores e oferecem um ótimo retorno do capital.

A chance de sucesso no mercado de franchising é maior por ser um negócio testado e com rentabilidade comprovada, já que a marca é conhecida e possui credibilidade garantida, diferentemente de quando se abre um negócio por conta própria e é preciso construir a reputação da empresa, fidelizar clientes e capacitar os colaboradores. Por isso, esse setor se apresenta como uma opção mais segura e rentável.  Atualmente, 2.703 redes de franquias operam no Brasil, resultado de crescimento de 11,4% de redes de franquia durante o ano de 2013, em relação a 2012.  No mesmo período, o faturamento cresceu 11,9% e atingiu a marca de R$ 115 bilhões. O número de unidades franqueadas e próprias chegou a 114.409, expansão de 9,4%.

Portanto, frente ao momento econômico de incertezas, o franchising é uma forma mais moderna para a expansão dos negócios, com maiores chances de acertos, equilibrando custos, crescimento e controle.

Fontes dos dados citados

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