Crise? Que Crise?
Diante do cenário atual, em que o Produto Interno Bruto (PIB) recuou 0,2%, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o franchising brasileiro avançou 9,2%, faturando mais de R$ 31 bilhões, de acordo com os resultados recentes divulgados pela ABF (Associação Brasileira de Franchising). Dados tão opostos demonstram que mesmo diante da forte retração econômica nacional o franchising segue resiliente.
Os motivos deste desempenho do franchising estão diretamente ligados à constante capacitação técnica e a segurança oferecida pelo modelo, pois uma franquia é um negócio já testado e aprovado pelo mercado. Ao iniciar um negócio sem o respaldo da experiência das redes de franquia, o empresário tende a cometer muitos erros. O franchising oferece experiência e marca, ampliando em até cinco vezes as possibilidades de sucesso.
Segundo a ABF, nos três primeiros meses de 2015, foram abertas 3,7% novas unidades de franquias. Já, o Indicador Serasa Experian de Nascimento de Empresas aponta que, em abril deste ano, o número de novas empresas brasileiras recuou 9,1%, na comparação com o mês de março. Novamente, os dados demonstram que o franchising é um modelo seguro de negócio e não para de prosperar.
Os empresários que buscam alternativas para assegurar o crescimento mesmo diante da adversidade econômica, percebem que vale muito mais apostar no franchising por ser uma estratégia de menor custo do que em outras alternativas de expansão. Investir em franquias como tática de crescimento possibilita a redução de custos operacionais, trabalhistas e tributários, e aumenta o poder de barganhar interesses. A entrada de novos empreendedores fortalece o segmento ainda mais. Na ABF existem mais de 2.700 marcas associadas, o que faz com o Brasil ocupe a terceira posição no ranking mundial, atrás da China e Coreia do Sul.
Outra possibilidade para justificar tal desempenho tão positivo é o grande número de brasileiros que, diante da crise, encontraram, finalmente, as condições favoráveis para investir em um negócio próprio, mesmo que pareça controverso. A crise tem como resultado muitas pessoas demitidas, diversos planos de demissões voluntárias, aposentadorias antes adiadas acontecendo “obrigatoriamente”, e esse movimento coloca muitas pessoas no mercado com um volume considerável de dinheiro disponível, resultado de acertos e indenizações trabalhistas. Vale lembrar que 3 em cada 10 brasileiros sonham em empreender, segundo pesquisa da Global Entrepreneurship (GEM), à frente de nações como China, Estados Unidos, Reino Unido, Japão e França.
Agora é o momento de colocar em prática o antigo desejo de ser dono do próprio negócio, talvez adiado pela falta de recursos financeiros. Um dado que reforça esse movimento de busca pela independência financeira é o aumento de vendas na Loja de Franquia – empresa mineira que formata e vende mais de cem marcas de franquias. Instalada em Belo Horizonte em março deste ano, a Loja registrou um aumento de 30% na procura por franquias, desde meados de abril.
Diante de dados tão favoráveis do setor, a estimativa do faturamento para 2015 segue entre 7,5% e 9%. Embora a crise seja assustadora, ainda há caminhos seguros e eficazes para investir no franchising. Essa é a hora de apostar em mudanças para realizar os planos de independência financeira satisfatoriamente. O empresário deve se dedicar ao trabalho, conhecer o negócio, investir em seu sonho e, em muito breve, a recessão será apenas uma lembrança de uma época que, forçadamente, te lançou para o sucesso.
FONTE: Jornal Estado de Minas de 21 de Junho de 2015