Lições da NRF 2016
No fim de janeiro deste ano, o mundo pôde acompanhar o maior evento de varejo, o National Retail Federation (NRF) Annual Convention 2016, também conhecido como NRF Big Show 2016. Os empresários participantes tiveram a oportunidade de conhecer as novidades dos negócios que logo mais estarão em nosso país. Realizado pela Federação Nacional de Varejo dos Estados Unidos, a convenção ocorreu em Nova York e mostrou o amadurecimento e liderança do mercado americano em relação a outros países.
Se levarmos em conta o momento atual do Brasil, podemos observar que a crise política e econômica trazem reflexos negativos para o setor brasileiro. Por isso, estar ciente do que se passou em grandes convenções como essa nos ajuda a usar ferramentas de festão para contornar o momento de retração da economia e no consumo. Com milhares de empresários de vários países e grandes nomes do setor, a convenção abarcou novas tecnologias, tendências e soluções para os desafios com o qual o mercado mundial atualmente enfrenta.
Com painéis, palestras e exposições sobre inovação do varejo digital, estratégias globais, marketing e gerenciamento de marca, estratégias de merchandising, experiência de loja, tendências da tecnologia e aplicações, o varejista que acompanhou o encontro, mesmo de longe, pôde perceber a necessidade de alinhar objetivos para o setor. Para o mercado do franchising dar relevância a eventos como esse é importante para entender organizações e tópicos importantes para expansão do negócio de uma maneira estrutura e responsável.
Um dos pontos mais discutidos foi a importância de aproximar o produto do cliente. Não importa onde o consumidor esteja desde que ele consiga ter acesso ao seu produto. No caso, usufruir das tecnologias disponíveis. Nos EUA, por exemplo, essa proposta não é mais discutida, visto que isso já é consolidado com ferramenta fundamental do setor. Mas para outros países, como o Brasil, é importante reforçar que a presença da loja física e o digital são fundamentais para melhorar consumo, fidelização, contato com o consumidor e aumentar resultados.
Além disso, o varejista deve ficar atento às modificações do próprio mercado e na mudança de hábitos e comportamentos de seu público. Isso pode impactar o negócio. Faça com que sua empresa esteja um passo à frente do que a concorrência e mostre a preocupação em se atualizar, de acordo com as necessidades que lhes são impostas. Agir dessa forma pode trazer resultados satisfatórios. Para que isso ocorra, conhecer o seu consumidor e investir em experiências para esse público são alguns dos diferenciais competitivos. Mas engana-se quem imaginou que a NRF é apenas para grandes investidores e empresários. A conferência foi importante para dar dicas aos novos e pequenos varejistas, abordando temas como encontrar seu nicho; obter planejamento; procurar expandir o negócio em pouco tempo; usar as tecnologias e a presença física e digital.
Estamos inseridos num mercado em que há mudanças de pensamentos e hábito de consumo constantes. O consumidor tem muitas opções ao seu dispor e rápida informação sobre produtos e serviços. O desafia para novos e experientes, pequenos e grandes empresários é despertar o interesse do consumidor para o seu produto, sua marca. Para isso, adaptação e criatividade são as palavras da vez. Com visão crítica, os varejistas brasileiros precisam assimilar e alinhar à realidade brasileira os conteúdos discutidos no evento, a fim de desafiar o pessimismo econômico.
Fonte: Coluna Franquias de A a Z, Jornal Estado de Minas de 28/02/2016