O franchising segue em ritmo acelerado.
O franchising no Brasil segue em franco crescimento. Segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), no segundo trimestre de 2023 o setor faturou R$54,2 bilhões, registrando uma alta de 12,9% em comparação ao mesmo período do ano passado.
De acordo com a entidade, todos os segmentos cresceram neste período, mas, alguns tiveram um destaque significativo. É o caso do setor de Hotelaria e Turismo, que obteve uma alta de 18,5% (faturamento de R$3 bilhões), Alimentação Food Service, com crescimento de 16,9%, faturando R$10,27 bilhões – que já tinham se destacado no trimestre anterior – e o segmento de Moda, que cresceu 16,8% e um faturamento de R$5,78 bilhões.
Alguns pontos foram extremamente relevantes para a ascensão destes mercados, como, por exemplo, a retomada das compras presenciais, com as pessoas voltando aos shopping centers e, também, pela alta movimentação de compras via delivery e e-commerce.
Os micros e pequenos empresários (independentes e franqueados) ainda são negativamente impactados pelo aumento de custos em decorrência do período de inflação alta. O setor tem acompanhado também o andamento da Reforma Tributária, sendo favorável à simplificação e modernização do sistema, mas atento aos possíveis aumentos de carga tributária no setor. Os setores altamente intensivos em mão de obra (que têm essa linha de despesas e custos) recebam um olhar diferenciado sobre a possibilidade de gerar crédito a partir da folha (algo não considerado na discussão da Reforma Tributária até o momento), o que, certamente, ajudaria a gerar ainda mais empregos no País.
De acordo com os estudos da ABF, no segundo trimestre de 2023, a mão de obra empregada pelo setor foi da ordem de 1,612 milhão de trabalhadores diretos ante 1,453 milhão entre abril e junho do ano passado, o que equivale a um aumento de 10,9%.
Outro ponto a ser ressaltado é que o número de operações de franquias também avançou. A variação no período pesquisado representou um acréscimo de 11.062 unidades no País, totalizando 188.878 operações. Segundo a entidade, foram abertas 4,0% mais unidades, com um índice de encerramento de 1,5%, resultando num saldo positivo de 2,5%, e com uma pequena queda no número de repasses (quando um franqueado tem a loja pronta e quer vendê-la para outro): de 0,9% para 0,7% entre o segundo trimestre de 2022 e o deste ano.
Assim, é prudente ressaltar que, de acordo com o desempenho neste primeiro semestre e as perspectivas para a segunda metade do ano, o faturamento deve seguir em crescimento e as expectativas para o encerramento de 2023 são excelentes.