Pequenas Franquias, Grandes Negócios
A capacidade de adaptação é uma das estratégias do franchising brasileiro para enfrentar a crise econômica vivida no país. Com crescimento de 9,2% no primeiro trimestre, o setor segue em plena expansão e a diversidade no formato das franquias é uma das ferramentas para permanecer entre os melhores modelos de empreendedorismo. A demanda por franquias mais baratas confere às unidades como quiosques uma boa aceitação. Os modelos compactos chamam a atenção do franqueado pelo investimento inferior às unidades convencionais, devido ao baixo custo do aluguel e menor número de funcionários, entre outros aspectos. Algumas franquias compactas custam até R$ 200 mil menos que as tradicionais, cerca de 1/3 do valor de uma loja. Os formatos mais enxutos fizeram sucesso na ABF Franchising Expo 2015, realizada recentemente pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), em São Paulo. O conceito representa uma oportunidade viável de investimento neste período de crise econômica.
As redes de franquias de quiosques faturaram R$ 2,6 bilhões no ano passado, conforme a ABF. O crescimento foi de 7,1% em relação ao ano anterior. A região Sudeste concentra 59% das unidades, sendo que 7,9% delas estão em Minas Gerais e 2,4%, em Belo Horizonte.
A opção de expandir por meio de quiosques auxilia no fortalecimento da marca, devido à possibilidade de instalação nas mais diversas regiões, antes não alcançadas por lojas convencionais. A unidade compacta supre a necessidade de mercados menores, como por exemplo, regiões com menor potencial de consumo e que não absorveria o impacto de uma franquia convencional. As estruturas são ainda alternativas para conseguirem espaços em locais com baixa disponibilidade de pontos comerciais.
O foco principal do modelo são as localidades de grande fluxo de pessoas, como corredores de shoppings, galerias, supermercados, aeroportos, faculdades, estações de metrô, rodoviárias e parques. O design moderno é outro ponto positivo dos quiosques. O consumidor se sente atraído pela praticidade e agilidade do negócio, sendo, ao mesmo tempo, conquistado pelo visual da estrutura.
O empreendedor que planeja investir nesse modelo de negócio deve ter muita atenção sobre alguns aspectos da contratação para não perder dinheiro. Em alguns casos, o metro quadrado de espaços em shoppings pode triplicar, devido ao grande fluxo de pessoas nos corredores. Para não ficar no prejuízo, o franqueado deve analisar as condições do espaço, como rendimento do negócio, tempo de retorno do investimento e avaliar se a instalação será um bom negócio. Outro ponto que requer atenção é o contrato de locação do quiosque. Em geral, o período para essas locações é menor que o das lojas convencionais. O ideal é negociar um tempo médio de contrato de locação, variando de 12 a 36 meses, para garantir linearidade. Uma boa alternativa para facilitar a escolha da franquia e ter maior chance de êxito no negócio é contar com a assessoria de profissionais especializados na área. Em Belo Horizonte já existem empresas dedicadas a prestar esse tipo de apoio com o objetivo de oferecer as melhores oportunidades de negócio alinhadas ao perfil, capital e território, participando opcionalmente de todo o processo de abertura e início de operação da franquia.
O empreendedor precisa, portanto, ter consciência que, mesmo que o seu negócio esteja concentrado em poucos metros quadrados, o trabalho é árduo e contínuo por resultados. As franquias têm um enorme potencial de sucesso, mas para o resultado se concretizar o franqueado precisa de dedicação e empenho. É preciso estudar o mercado e compreender as regras que regem cada modelo de franchising. Trabalhe com paixão pelo que se propôs a fazer e o seu “pequeno” espaço renderá grandes resultados e realizações.