Pequenos no Tamanho, Grandes na Influência
O público infantil representa uma parcela do varejo com amplo potencial de consumo. De acordo com o Instituto de Pesquisa TNS Intercience, 70% das decisões de compra de uma família são influenciadas pelas crianças. Pesquisa do Sebrae, realizada em 2013, aponta que o mercado infantil movimenta R$ 50 bilhões por ano. Com franquias que variam entre R$ 10 mil e R$ 1,5 milhão, as redes investem em produtos e serviços para garantir participação nessa representativa parcela de mercado. Brinquedos, roupas, calçados, alimentação, lazer e educação são algumas das opções disponíveis.
O mercado tem a seu favor que as crianças estão consumindo cada vez mais cedo, influenciadas pela exposição constante à publicidade e o acesso constante a diversos tipos de informação. Elas passam a fazer parte do mercado, sejam como consumidoras e influenciadoras, sejam como usuárias de produtos e serviços. O poder de influência da criança sobre as famílias ocorre de forma direta, quando ela pede o que deseja, e também de forma indireta, quando os pais, por vontade própria, compram pensando em seus filhos. A verdade é que, em geral, nem mesmo a retração econômica que o Brasil enfrenta é capaz de impedir que um adulto ceda ao pedido de uma criança.
O empresário do segmento voltado para o público infantil precisa de mais que dinheiro e pesquisa para se consolidar no mercado. Ele precisa gostar e se identificar com o negócio, de paciência para se relacionar com seu público, e de vocação para administrar as particularidades dele, como, por exemplo, o lançamento de produtos e serviços. As novidades precisam agradar e preencher, ao mesmo tempo, as necessidades dos filhos e dos pais. Um cliente, nesse caso, significa, no mínimo, três opiniões: filho, mãe e pai. A elaboração de produtos e serviços para crianças é um investimento em potenciais consumidores do futuro. Portanto, é preciso muito empenho para conquistar esse público.
Aspectos como infraestrutura e funcionários também precisam de tratamento específico. A acomodação de crianças demanda segurança, planejamento e, necessariamente, atrativos visuais. Franquias de entretenimento infantil, por exemplo, precisam de espaços amplos para as crianças brincarem e também para livre circulação de adultos. A franquia Planeta Imaginário, de recreação infantil, exige que suas unidades tenham, no mínimo, 90 metros quadrados. É uma forma de o franqueador se resguardar quanto ao seu serviço e manter a qualidade em sua rede.
Sobre a equipe de funcionários, é necessário treinamento continuado, focado em clientes que demandam mais atenção. A escolha dos profissionais deve ser criteriosa, pois devem ser pessoas dispostas a se relacionar com as crianças e seus pais. É preciso lembrar constantemente que o atendimento ao público infantil é uma responsabilidade dupla, já que com cada criança há adultos exigentes.
Quem pensa em operar uma franquia para o público infantil deve aproveitar o potencial do segmento. A diversificação é um fator importante para atingir e fidelizar crianças cada vez mais exigentes. As incertezas impostas pelo atual momento econômico não devem adiar o desejo de investir em um negócio próprio, testado e aprovado pelo mercado. A demanda existe. O próximo passo é apostar em um empreendimento que você acredita. Gostou da coluna? Me envie um e-mail com sugestões para as próximas: anewton@anewton.com.br.